Redes Sociais

Uso de redes sociais por entidades de previdência. Sua fundação está fazendo certo?

Que todo mundo deve estar presente na internet e nas redes sociais, já não é nenhuma novidade. Seja para grandes ou pequenas empresas, a presença digital é obrigatória ou a instituição praticamente não existe no mundo atualmente.

Mesmo assim, existem ainda muitos segmentos de mercado que enfrentam dificuldades em se posicionar nas redes sociais, oferecer um conteúdo interessante e próprio para o seu público.

Em geral, são segmentos que não tem uma tradição de serem inovadores, de utilizar a tecnologia e tudo que ela pode oferecer. Muitas vezes são segmentos comandados por pessoas com espírito mais tradicional e que tem visões já um pouco ultrapassadas sobre a forma de fazer negócios.

Um segmento com o qual trabalhamos bastante aqui na agência e muitas vezes encontramos dificuldades pela maneira de pensar dos gestores, é a de Fundações de Previdência. Claro que para toda regra tem exceções, mas em geral, a comunicação destas fundações não é muito aprimorada. Por isso, usamos nossa experiência desenvolvendo diversos materiais para este segmento, para oferecer algumas dicas importantes para você que é responsável pela comunicação de um plano de previdência complementar.

Bom proveito!

 

QUEM É O PÚBLICO DA SUA COMUNICAÇÃO

Quando começamos a conversar com várias fundações, percebemos que existe uma falha bastante simples, mas ao mesmo tempo bastante crítica para a comunicação: a definição do público alvo.

Não é incomum que a própria diretoria das entidades crie uma confusão entre o público que está utilizando as aposentadorias e o público alvo para os planos.

Quantas e quantas vezes fizemos uma apresentação e ouvimos da pessoa que estava nos recebendo: “Ah, meu público é bem mais velho, não liga para redes sociais!”

OOOOIIIII?

Dois erros graves em uma só afirmação: primeiro que a terceira idade está cada vez mais presente nas redes sociais, e não somente presente, estão completamente ativos, comentando, discutindo, participando e até mesmo se envolvendo na definição do futuro do país, através destes canais (vide eleições de 2019). Então, sim, o público mais idoso é impactado por boas comunicações nas redes sociais.

E o segundo, erro, você já identificou qual é?

Pode parecer óbvio para alguns, mas muitos gestores experientes acabam cometendo esse erro bobo: o público errado. Sim, o público certo para vendermos um plano de previdência não é o idoso de 60 e poucos anos, mas sim o jovem de 20 anos que acabou de entrar na empresa. É com ele que a entidade deve conversar e se relacionar para atrair novos participantes. E não preciso nem explicar porque usar as redes sociais para isso é fundamental, né?

Claro que isso não significa que você deva deixar de lado o seu público mais velho, que já é cliente da entidade há anos e que está prestes a utilizar ou já está utilizando o benefício que acumulou durante tanto tempo. O ciclo da venda nas previdências é um ciclo muito longo. Diferente de uma venda de um sanduíche por exemplo, em que o relacionamento entre o consumidor e a marca dura alguns minutos, o processo para uma contratação de previdência privada pode durar uma vida toda e você deve se comunicar com o seu público durante todo esse tempo.

REDE SOCIAL NÃO É COLUNA SOCIAL

Invariavelmente, as diretorias e presidências das fundações são muito ativas em eventos sociais e isso acaba gerando uma grande quantidade de exposição da participação em eventos.

Não estamos aqui crucificando este tipo de informação, ela tem seu valor. Mas quando você faz o planejamento de comunicação, deve estipular uma quantidade máxima de volume que este tipo de conteúdo deverá consumir na sua programação.

Considere que as redes sociais não têm o mesmo objetivo das colunas sociais, de simplesmente comunicar um evento ou demonstrar uma roda de relacionamentos. As redes sociais são ferramentas para oferecer aos clientes uma proximidade e uma possibilidade de relacionamento. Desta maneira, claro que há uma importância nas demonstrações de relacionamento com o mercado, mas é preciso também oferecer ao seu cliente um espaço de participação, em que ele se sinta parte da sua marca.

ADAPTAR-SE AO MEIO

Tarefa difícil para quase todas as entidades. O mundo digital é um mundo com suas próprias regras, mesmo que elas não estejam escritas em nenhum lugar. E não se adaptar a estas regras é nadar contra a correnteza, reduzindo muito as chances de conseguir uma comunicação eficiente, com o público com quem você quer conversar.

Sabemos que as informações que devem ser passadas aos participantes e ao mercado são extremamente importantes, e suas explicações muitas vezes são bastante complexas. Mas tenha em mente: o seu público não está disposto a ficar nas redes sociais lendo um livro. Você precisará ser bastante objetivo. Isso exige que muitas vezes você seja também criativo na maneira de apresentar um determinado conteúdo.

Esse é o momento que você pensa: fácil falar, mas como fazer?

Existem diversas maneiras de disponibilizar informações além de looongas explicações textuais. Você já pensou por exemplo em fazer um vídeo explicando os bons (ou maus) resultados do período? Já pensou em utilizar um infográfico para demonstrar números ao invés de uma tabela monótona? Já levou em conta a possibilidade de oferecer uma animação para explicar as diferenças do seu plano, em relação aos investimentos tradicionais de grandes bancos?

Essas são apenas algumas formas, mas é possível pensar em muitas outras maneiras de utilizar seu conteúdo com criatividade.

RELACIONAMENTO

Um dos principais e mais importantes pontos para o crescimento de uma entidade de previdência complementar é a confiança que o participante tem que depositar na administração do fundo. E não tem uma forma melhor de gerar essa confiança do que aproximando seu público através de relacionamento.

Além da disponibilidade quando um participante comentar ou questionar algo, é importante também fazer com que eles se sintam próximos. Para isso, você pode fazer posts da equipe, do dia a dia da fundação, de eventos promovidos pela entidade e situações que permitam ao público entender que não é apenas uma marca, mas uma empresa feita por pessoas. Isso humaniza a comunicação e aumenta a confiança.

E a sua entidade, como está se comunicando com o público? Não perca mais tempo e mande uma mensagem pra gente solicitando uma visita.

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